sexta-feira, 1 de outubro de 2010

UFRJ aprova o uso educacional de cópias de livros

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou, na última quinta-feira, uma resolução regulamentando a reprodução de cópias de livros, revistas científicas e periódicos na instituição. Manifestou, também, repúdio a invasão da Escola de Serviço Social por parte da Polícia Civil, no último dia 13 de setembro, quando foram apreendidos mais de 200 pastas com textos e artigos que se encontravam na fotocopiadora da Escola.

A resolução teve por fundamento o artigo 207 da Constituição Federal, o qual dispõe que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”. O objetivo é conciliar a proteção dos direitos intelectuais de autores de obras escritas, bem como o direito à informação de estudantes, pesquisadores e docentes, decidindo pela permissão de reprodução, sem finalidade lucrativa, de trechos, como capítulos de livros e artigos de revistas ou periódicos, mediante solicitação individual e para uso próprio.

Além disso, a universidade também aprovou a reprodução integra de exemplares de livros que integrem o acervo das bibliotecas da UFRJ, desde que atenda a pelo menos um dentre quatro pré-requisitos: sejam obras esgotadas sem republicação há mais de 10 anos; obras publicadas no exterior e indisponíveis no mercado nacional; obras de domínio público, e obras nas quais conste expressa autorização para reprodução.

Os docentes da UFRJ estão autorizados a disponibilizar material destinado às disciplinas que ministram, com vistas a reprodução para estudantes regularmente inscritos.

Enviado por Selma Oliveira

Projeto "Lê pra mim?" no Forte de Copacabana.

O Forte de Copacabana realiza aos sábados e domingos deste mês, às 17h, o projeto cultural: "Lê pra mim?". Serão realizadas dez leituras de livros da literatura infantil brasileira. A cada dia, um artista diferente contando uma história para crianças de 4 a 8 anos. Os artistas convidados são: Alexandre Borges, Cláudia Raia, Daniele Suzuki, Flávia Rubim, Isabela Garcia, Paulo Mathias Jr, Rafael Zulu, Reynaldo Gianecchini, Rosamaria Murtinho, Mauro Mendonça e Zezé Motta.
Os atores de ‘Ti-ti-ti’ Alexandre Borges (amanhã) e Claudia Raia (domingo) começam a maratona e vão ler, respectivamente, os livros ‘O Filho do Meio’, de Lilia Gramacho, e ‘Até as Princesas Soltam Pum’, de Ilan Brenman e Ionit Zilberman, para as 50 primeiras crianças que chegarem ao Forte de Copacabana. E o melhor: a entrada custa só R$ 4,oo.

Enviado por Luciana Avellar

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dicas de leitura: Casa-Grande & Senzala (Gilberto Freyre)

Eleições são sempre um momento de grande oportunidade para se pensar sobre o país. Neste aspecto, o livro Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, é um dos mais importantes da literatura brasileira. Segundo Benzaquen, "Quase oitenta anos após sua publicação, Casa Grande & Senzala continua sendo, ao mesmo tempo, um livro fácil e um livro dificílimo: fácil pelo estilo leve e coloquial de Freyre, que o coloca ao alcance de qualquer leitor médio em busca do prazer da leitura; difícil, dificílimo, pois a própria oralidade da linguagem, e a tendência freyreana de pensar em termos de "antagonismos em equilíbrio", tornam Casa Grande & Senzala uma obra repleta de ambiguidades que, a todo momento, traem e enganam um leitor acadêmico que tente "isolar" os pensamentos e opiniões de Freyre. Em Casa Grande & Senzala, muitas vezes a afirmação vem seguida da sua negação, e vice-versa, e assim sucessivamente, "fazendo com que a cada avaliação positiva possa se suceder uma crítica ... que acaba por dar um caráter antinômico à sua argumentação." Casa-Grande & Senzala é uma leitura essencial para começar a entender aquela que seja, talvez, a característica mais intrigante e interessante da sociedade brasileira: a eterna dicotomia entre sua índole miscigenadora frente ao seu ideal de pureza.

Este livro está disponível nas bibliotecas CEH/B, CEH/C, CEH/D, CCS/A, CTC/C e CAP/A.

Enviado por Marcos Vasconcelos

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Projeto literário na Baixada Fluminense "liberta" livros para a população

A cena ocorreu no calçadão de Nova Iguaçu, na noite de quinta-feira. Em apenas dez minutos, numa ação da Secretaria municipal de Cultura, mais de 50 livros foram distribuídos — ou melhor, “libertados” para a população. É assim que preferem dizer os integrantes do Projeto Livro Livre, tocado pelo órgão, que já levou a ação a lugares como a carceragem da Polinter na cidade e um prostíbulo.
Na semana passada, bastou o projeto ser anunciado pelo microfone de uma loja popular, para pedestres, vendedores e garis avançarem sobre as caixas com as publicações. Com um “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, debaixo do braço, Humberto Junior, de 9 anos, saiu curioso do seu passeio pelo calçadão: — Gosto muito de historinhas.
Apesar do corre-corre, o secretário de Cultura, Ecio Salles, tentava explicar a cada um a proposta do projeto: — Vocês têm que repassar os livros adiante depois de ler.


Enviado por Hilda Lima

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Fotos da Inauguração da Sala Jorge Amado

Foi inaugurada hoje, na Biblioteca Comunitária, a Sala Jorge Amado. As fotos do evento estão disponíveis aqui.

Enviado por Luciana Avellar e Marcos Vasconcelos.

Clássicos da Coleção Brasiliana são disponibilizados em versão digital

(por Débora Motta) Pouco depois da Revolução de 1930, que levou ao poder o presidente Getúlio Vargas e deu fim ao revezamento político entre as oligarquias rurais da República Velha, a intelectualidade brasileira passou a contar com um valioso acervo para compreender melhor o país: a Coleção Brasiliana. A vasta coleção de 415 obras foi publicada entre 1931 e 1993 pela Editora Companhia Nacional, dentro de uma série mais ampla, intitulada Biblioteca Pedagógica Brasileira. Ela reunia autores de diversas formações, que se debruçaram sobre a formação brasileira – entre eles, Rui Barbosa, Visconde de Taunay e João Pandiá Calógeras. Agora, os clássicos que foram referência para várias gerações estão de volta, mas dessa vez no mundo virtual.


Enviado por Hilda Lima

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Biblioteca Comunitária inaugura sala em homenagem a Jorge Amado.

A Biblioteca Comunitária da Rede Sirius inaugurará, no próximo dia 28 de setembro às 14h, uma sala em homenagem ao escritor baiano Jorge Amado. A sala foi criada com o objetivo de ser um espaço destinado a eventos, oficinas literárias e diversas atividades áudio-visuais que já aconteciam na Biblioteca Comunitária mas não tinham um espaço próprio e dedicado para elas. A inauguração da sala é parte das atividades da 21ª UERJ sem Muros e contará com atividades como a apresentação do Coral do Meio Dia e oficinas literárias.

Veja o folder com a programação da inauguração da Sala Jorge Amado.

Enviado por Eny Pires