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quarta-feira, 3 de maio de 2023

Reabertas as bibliotecas escolares da Uerj

No dia 18 de abril, data em que se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil, foram reabertas as duas bibliotecas escolares no Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-Uerj), em seu novo espaço no prédio da Rua Barão de Itapagipe, 96, Rio Comprido.

Os alunos do primeiro e do segundo segmento do ensino fundamental, bem como do nivel médio do CAp-Uerj, contarão com novas salas para leitura e estudo e empréstimo de livros. Os novos ambientes das bibliotecas CAp/A e CAp/B da Rede Sirius ganharam novo mobiliário, climatização adequada e atualização e expansão do acervo.

Na cerimônia de reabertura estiveram presentes o reitor da Uerj, Mario Carneiro, o diretor do CAp-Uerj, Thiago Corrêa, a diretora da Rede Sirius, Leila Andrade e o representante do grêmio estudantil, Gabriel Mattos, entre outros. "É muito gratificante poder entregar essas duas bibliotecas para a comunidade acadêmica. Informações e livros são instrumentos fundamentais para a produção do conhecimento", afirmou o reitor Mario Carneiro.

Servidores e bibliotecários da Biblioteca Comunitária e dos Núcleos PLANAD, NPROTEC e MID também compareceram ao evento.

Abaixo, fotos do evento.












Enviado por Marcos Vasconcelos.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Maioria das escolas descumpre a lei e não tem bibliotecas

Maioria das escolas descumpre a lei e não tem bibliotecas 

A divulgação, este mês, dos resultados de um exame que compara o aprendizado de alunos em diversos países voltou a chamar a atenção para os desafios do Brasil na educação. No ranking de 65 nações e economias analisadas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2012 (Pisa, na sigla em inglês), O Brasil aparece em 55º em leitura, 58º em matemática e 59º em ciências.

A Lei 12.244, de 2010, determina que todo estabelecimento de ensino do país, público ou privado, deve ter uma biblioteca. O Brasil até vem avançando timidamente a cada exame, que acontece a cada três anos, e conseguiu melhora significativa em matemática nesta edição. Em leitura, porém, não houve avanço. Ao contrário: o país caiu dois pontos (de 412 para 410) em relação ao Pisa anterior, de 2009.

A dificuldade dos alunos brasileiros em entender o que leem é diagnosticada também no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e na Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização), que analisa a qualidade da alfabetização das crianças que concluíram o 3º ano do ensino fundamental. Em 2011, a prova revelou que metade dos alunos da rede pública não alcançou os níveis de leitura esperados.

Leia mais:

(da Agência Senado)

Enviado por Marcos Vasconcelos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

CAp-UERJ realiza a inédita formatura das turmas da 5ª série

Pela primeira vez na história, o Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ) realizou uma festa de formatura para os alunos das três turmas de 5ª série. Organizada por uma comissão de mães de alunos, o evento realizado em uma casa de festas na Tijuca, significou, além de um rito de passagem para os alunos, uma bela homenagem para muitas das docentes do Instituto, que foram presenteadas e deram depoimentos emocionados sobre seu trabalho. A grande presença de pais e convidados mostrou que, apesar dos problemas no último ano letivo, o grupo de pais, docentes e alunos do CAp é bastante unido. A Rede Sirius deseja os parabéns aos professores, pais e aos formandos, principalmente, toda a sorte na nova etapa de sua vida acadêmica.

Abaixo, algumas fotos do evento.







Enviado por Marcos Vasconcelos.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Câmara aprova universalização de bibliotecas em escolas públicas

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quarta-feira (23) proposta que exige a instalação de bibliotecas em todas as escolas públicas de educação básica e a presença de bibliotecários com formação de nível superior nessas bibliotecas. O texto também determina que o acervo desses locais seja permanentemente atualizado e mantido em local próprio, atraente e acessível, com disponibilidade de acesso à internet.

Aprovada em caráter conclusivo, a proposta segue para análise do Senado, se não houver recurso para o Plenário.

As medidas estão previstas no substitutivo da Comissão de Educação e Cultura aos projetos de lei 3044/08, do deputado Sandes Júnior (PP-GO); e 4536/08, do ex-deputado Marcelo Almeida. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei 9.394/96). A comissão acolheu o parecer do relator, deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que julgou apenas a admissibilidade da proposta (não analisou o mérito).

O substitutivo também estabelece que cada sistema de ensino, de acordo com as condições disponíveis e com as características locais, terá a prerrogativa de organizar o trabalho dos bibliotecários, admitido o atendimento a mais de uma biblioteca escolar por um mesmo profissional.

Segundo o texto, os sistemas de ensino da União, dos estados e dos municípios deverão garantir capacitação específica aos bibliotecários para atuar como mediadores entre os alunos e a leitura, de modo a contribuir para a formação efetiva de leitores. A proposta define um prazo de cinco anos para implementação das medidas previstas.

Legislação atual
A Lei 12.244/10 já determina que todas as escolas públicas e privadas do País tenham, até 2020, bibliotecas com pelo menos um livro por aluno matriculado. As diferenças da lei em relação ao projeto são:
- a lei determina a instalação de bibliotecas em escolas públicas e privadas; a proposta se refere apenas a escolas públicas.
- a lei estipula prazo de dez anos para sua implementação; a proposta não cita prazo.
- as bibliotecas, segundo a lei, devem ter pelo menos um livro por aluno matriculado; a proposta não cita a quantidade de livros.

(da Agência Câmara de Notícias)

Enviado por Marcos Vasconcelos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Bibliotecas CAp/A e CAp/B inauguram seus novos espaços



As Bibliotecas CAp/A e CAp/B inauguram, no próximo dia 5 de dezembro de 2011 às 14h, as suas novas instalações. As Bibliotecas do CAp ficam localizadas no Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira  , R. Santa Alexandrina, 288, Rio Comprido. (clique na imagem para vê-la ampliada).

Enviado por Marcos Vasconcelos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mais uma biblioteca é inaugurada em Iguaba Grande

A Prefeitura de Iguaba Grande, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, está inaugurando bibliotecas em diversas escolas do município. Nesta terça-feira, dia 26 de abril, foi a vez da Escola Municipal Margareth Pinheiro Freire, ser contemplada com uma biblioteca. O espaço recebeu o nome de Edylar Pinheiro Freire, uma das fundadoras da escola.

Neste local, além de um ótimo acervo, com livros sobre folclore, música, teatro, religião, e muitos outros assuntos, os alunos agora também encontrarão uma diversidade em materiais didáticos que inclui uma brinquedoteca e uma videoteca.

A inauguração foi realizada em um clima informal, descontraído e alegre, combinando com o aconchego do espaço. Os profissionais de educação deram o recado, expondo a importância em desenvolver nas crianças o hábito da leitura. As crianças Débora Carvalho, Juliana de Souza e Leandro Azevedo, alunos do 4º ano (3ª série) também participaram da solenidade com uma bonita apresentação, lendo textos sobre a escola e o uso racional da água.


Enviado por Marcos Vasconcelos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Assistir aos livros agora é opção nas escolas

Madalena de Fátima Yamamoto, 47 anos, bibliotecária do Colégio Augusto Laranja, localizado na Zona Sul de São Paulo, jura que não estranhou quando viu sob sua gestão a nova biblioteca digital da escola, recheada de livroclips, um instrumento interativo criado para que crianças e jovens assistam aos livros no computador.

De fato, assistir não é o verbo mais adequado para o ato da leitura. Mas desde fevereiro, alunos de cerca de 300 escolas pertencentes à rede Programa Escolas Associadas, da Unesco no Brasil, já assistem aos livros clássicos.

Ainda soa estranho? Pois o livroclip consiste em um trailer, como os de filmes, que traz um resumo da obra, com foco em despertar o interesse dos alunos para a leitura dos livros - de papel ou digital, não importa.

"Muita gente comenta que vamos acabar perdendo o emprego para as novidades tecnológicas, mas eu não acredito que o livro vá acabar. Eu tenho de estar atualizada, não posso ver o livroclip como um concorrente. Ele é um suporte, um incentivo à leitura", garante a bibliotecária.


(do Brasil Econômico)

Enviado por Eliane Prata.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Trocas de livros didáticos garantem economia

Para os pais de estudantes do Ensino Fundamental e Médio, início de ano é sinônimo de gastos com material escolar, principalmente com livros didáticos e paradidáticos. Neste ano, o rombo na conta bancária promete ser ainda maior. Segundo constatou a Associação Nacional de Livrarias (ANL) o preço dos títulos educacionais sofreu um reajuste de 5% a 10% no início deste ano, devido a causas como aumento dos insumos e a nova ortografia da Língua Portuguesa. Para tentar aliviar os gastos com a lista escolar, as feiras de troca de livros têm se mostrado uma ótima opção para os responsáveis, além disso a prática estimula a preservação entre os estudantes.

O Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida (Consa), de São Paulo, tomou a iniciativa de organizar anualmente uma feira de troca de livros com o objetivo de garantir economia para os pais e de incentivar a reciclagem e o cuidado com os materiais entre os alunos. "A Feira existe desde 2008 e surgiu para melhor atender aos próprios pais, que já faziam a troca de livros de maneira informal. Além de ceder a estrutura do colégio para a prática, procuramos conscientizar os alunos durante o ano quanto à importância de conservar e doar os próprios livros", explica Ana Carlota Niero Pecorari, coordenadora de Segmento do Ensino Médio do Consa.


(do portal Terra)

Enviado por Marcos Vasconcelos.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quinze milhões de alunos estudam em escolas sem biblioteca no país

BRASÍLIA — Na volta às aulas, milhões de alunos de todo o país vão estudar este ano em escolas onde não há laboratório de ciências, biblioteca, laboratório de informática ou quadra de esportes. O Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) mostra que, no ano passado, 27 milhões de estudantes de ensino fundamental e médio (70% do total) frequentavam estabelecimentos sem laboratório de ciências. A inexistência de bibliotecas era realidade para 15 milhões (39%), enquanto 9,5 milhões (24%) estavam matriculados em escolas sem laboratório de informática, e 14 milhões (35%), em unidades sem quadra esportiva.

Os dados foram divulgados pelo MEC em dezembro e consideram tanto a rede pública quanto a privada. No ensino médio, menos da metade das escolas tinha laboratório de ciências. Nas séries finais do ensino fundamental, a situação era mais grave: só 23% delas estavam equipadas. Nas séries iniciais do fundamental, apenas 7% dos estabelecimentos tinham laboratório de ciências.


(do jornal Extra)

Enviado por Marcos Vasconcelos.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

MEC distribuirá 8 mil livros sobre a África a bibliotecas públicas

RIO - Durante o lançamento de uma coleção sobre história geral da África, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que 8 mil exemplares serão distribuídos para todas as bibliotecas públicas do país até fevereiro de 2011."Não basta a vontade de querer cumprir a lei [que inclui o estudo da cultura e da história da África como conteúdo obrigatório em todas as escolas brasileiras], é preciso esforço", disse. "Essa coleção vai enriquecer a nossa própria cultura e vai inaugurar uma linha de pesquisa no Brasil sobre a história da África", completou.

Para o secretário de Educação Continuada do MEC, André Lázaro, o lançamento dos livros tem um significado histórico, uma vez que representa uma transformação cultural no país e uma tentativa de superar o racismo. "A primeira etapa é reconhecer que temos um problema", afirmou.

O coordenador do projeto, Válter Silvério, concorda que a obra vai ajudar a despertar a curiosidade de jovens pesquisadores no país. "Eles terão, pelo menos, um material de referência nesse tema. Acredito que a coleção possa nos fornecer um conhecimento do que somos enquanto povo e enquanto nação", concluiu.

Ele lembrou que o racismo não é algo sobre o qual as pessoas têm necessariamente consciência. Segundo Silvério, o lançamento dos livros é importante para que o país possa ampliar a construção de uma sociedade menos racista e mais democrática.

(do jornal O Globo)

Enviado por Marcos Vasconcelos

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Projeto sobre incentivo à leitura visa combater a evasão escolar

(Da FAPERJ) Ler o mundo para ser capaz de transformar a realidade. Na opinião do educador e pedagogo Paulo Freire, estimular a sede pelo conhecimento seria a capacidade mais importante que o ensino poderia proporcionar aos alunos. Entretanto, dados da pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que a educação no Brasil tem seguido um caminho inverso: há, no País, cerca de 1,5 milhão de analfabetos entre 15 e 29 anos; apenas 47,9% dos jovens brasileiros cursam o ensino médio e somente 13% da população do País chegam à educação superior.

Diante desse quadro, os professores Eliana Yunes e Luiz Antonio Coelho, coordenadores da Cátedra Unesco de Leitura, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), pensaram em uma forma de tornar o ensino mais interessante para os alunos, diminuindo a evasão escolar. Para isso, desenvolveram a pesquisa “Evasão escolar, desalento, marginalidade: rompendo o círculo vicioso e desagregador da juventude brasileira através da formação do professor leitor”. O estudo é apoiado pelo edital Pensa Rio – Apoio ao Estudo de Temas Relevantes e Estratégicos para o Estado do Rio de Janeiro, da FAPERJ.


Enviado por Marcos Vasconcelos

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Presidente sanciona lei sobre bibliotecas escolares.

Foi sancionada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva a a Lei n.12.244, de 24.05.2010, publicada no DOU-I de 25.05.2010, que dispões que as instituições de ensino públicas e privadas de todos os sistemas de ensino do País deverão contar com bibliotecas, concedendo um prazo de dez anos para sua efetivação e que sejam respeitadas as Lei 4084/1962 e 9.674/1998 (que estabelecem que compete ao bibliotecário a organização, direção, administração de bibliotecas e serviços de documentação, execução dos serviços técnicos etc.). Segue a seguir, a íntegra da lei.



LEI Nº 12.244, DE 24 DE MAIO DE 2010

Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País.


O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas de todos os sistemas de ensino do País contarão com bibliotecas, nos termos desta Lei.

Art. 2o Para os fins desta Lei, considera-se biblioteca escolar a coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura.

Parágrafo único. Será obrigatório um acervo de livros na biblioteca de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado, cabendo ao respectivo sistema de ensino determinar a ampliação deste acervo conforme sua realidade, bem como divulgar orientações de guarda, preservação, organização e funcionamento das bibliotecas escolares.

Art. 3o Os sistemas de ensino do País deverão desenvolver esforços progressivos para que a universalização das bibliotecas escolares, nos termos previstos nesta Lei, seja efetivada num prazo máximo de dez anos, respeitada a profissão de Bibliotecário, disciplinada pelas Leis nos 4.084, de 30 de junho de 1962, e 9.674, de 25 de junho de 1998.

Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 24 de maio de 2010; 189o da Independência e 122o da República.


LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Carlos Lupi

Fonte: www.in.gov.br


Enviado por Regina Tinoco

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Biblioteca, para que te quero?


RIO - Já parou para observar a biblioteca da sua escola? Mesas, cadeiras, estantes, prateleiras e, claro, livros são os principais itens para ela funcionar bem. Mas não é só isso: é preciso também que ela tenha um acervo atualizado, edições em quantidade o suficiente para suprir a demanda dos alunos, profissionais especializados para atender, além de um espaço para pesquisar e estudar com sossego. Ela oferece todas essas condições? Se a sua resposta é não, infelizmente a biblioteca do seu colégio se enquadra na realidade da maioria das escolas do país, sejam elas públicas ou privadas. De acordo com a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), Nêmora Arlindo, o Brasil ainda precisa caminhar muito para chegar a um patamar semelhante ao de países desenvolvidos.

- Verificamos muitas vezes, em fiscalizações, que a biblioteca é apenas o lugar onde são armazenados os livros, sem o menor cuidado. E ela não se resume apenas ao espaço físico, mas também aos serviços que são oferecidos - explica.

Em uma biblioteca ideal, diz a presidente do CFB, os alunos têm atividades de leitura, e tudo o que se passa ali tem relação com o projeto pedagógico da escola. Tem que ter uma boa iluminação, salas de reunião para trabalhos em grupo e também de estudo reservado. E funcionários preparados para ajudar os estudantes a encontrar aquilo de que precisam.

A Megazine visitou as bibliotecas dos colégios São Bento, CAp UFRJ, CAp Uerj e o estadual Júlia Kubitschek, de formação de professores. Com um acervo de cerca de 22 mil volumes e 140 periódicos jornais e revistas brasileiras e estrangeiras, o São Bento, que obteve o primeiro lugar no ranking das escolas a partir dos resultados do Enem, oferece uma biblioteca espaçosa e com acervo variado. A queixa frequente dos alunos, de acordo com a bibliotecária Isabel Maria Ferrão Sampaio, é a falta dos livros da série "Crepúsculo", de Stephenie Meyer.

- As nossas aquisições são guiadas pelo projeto pedagógico. Como o São Bento é uma escola católica, ainda estamos avaliando a pertinência do livro - explica ela.

As estudantes do Júlia Kubitschek também estão ansiosas pela série, mas agora estão em fase de comemoração pela recente reestruturação da biblioteca, que há pouco mais de quatro meses voltou a funcionar diariamente. Antes disso, ela só abria em dois dias na semana, quando a
professora responsável, além de dar aulas, tinha tempo disponível.

- A gente precisava ter um espaço maior para os livros e para as pessoas, além de títulos mais atualizados. Ainda há muita coisa velha por aqui, mas já melhorou bastante - comentou a estudante do 2 ano Bianca de Lima, de 16 anos.

As instalações também são as maiores preocupações dos alunos dos colégios de aplicação da UFRJ e da Uerj. No federal, a avaliação que os estudantes fazem é de que a biblioteca é boa, mas precisa se expandir.

- A biblioteca sofre com os problemas de infraestrutura do colégio. Precisamos de um prédio inteiro para atender as necessidades de alunos e professores - acredita o representante do grêmio Vicente Saraiva, de 17 anos.

No estadual, a vice-presidente do grêmio estudantil, Luiza Carrera, de 17 anos, reclama que a falta de espaço desestimula a visita dos alunos:

- Não cabe todo mundo que precisa, e isso faz com que os alunos não sintam vontade de ir lá buscar livros.

Funcionária da biblioteca, Luciane Paes diz que muitas vezes é preciso trancar o espaço por causa da lotação, mas que há planos de aumentar o lugar.

De acordo com Marcelo Soares, diretor de políticas de formação, materiais didáticos e de tecnologias para educação básica do MEC, 65% das escolas de ensino médio dispõem de bibliotecas. A qualidade delas, porém, só vai ser averiguada agora, em uma pesquisa de campo que será concluída ano que vem.

- A meta é fazer um mapeamento da situação das bibliotecas escolares nos diferentes estados. Com esse estudo, o ministério poderá elaborar políticas e investimentos mais eficazes.

Nêmora Arlindo, do CFB, lembra que exigir uma boa biblioteca é um direito do estudante.

- O aluno pode reclamar com a direção da escola, com as pessoas responsáveis e também pode procurar o conselho regional de biblioteconomia do seu estado - recomenda.

"Biblioteca, para que te quero", Publicada em 15/06/2009 às 23h46m, Natália Soares, Jornal O Globo. Foto: biblioteca do CAp.UERJ. Foto Marco Antonio Cavalcanti / Agência O Globo

Por Marcos Vasconcelos

terça-feira, 16 de junho de 2009

A realidade das bibliotecas escolares

Saiu no caderno Megazine do O Globo de 16 de junho uma reportagem sobre as bibliotecas escolares do estado do Rio. Algumas bibliotecas foram apresentadas. Entre elas, a biblioteca da CAp UERJ, onde a colega Luciane Paes deu um depoimento mencionando a falta de espaço físico na biblioteca para os alunos estudarem.