segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Projeto ligado à Cordelteca da FFP conquista o X Prêmio de Extensão Prof.ª Maria Theresinha do Prado Valladares

No último dia 27 de novembro, o projeto de extensão Leitura na Cordelteca da FFP ganhou o X Prêmio de Extensão Prof.ª Maria Theresinha do Prado Valladares, promovido pelo Departamento de Extensão da Sub-Reitoria de Extensão e Cultura (Depext/SR-3) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atendendo às normas do edital, puderam se inscrever no concurso bolsistas de projetos que tivessem recebido três (3) conceitos Excelente na UERJ Sem Muros/2018, Relatório/2018 e Plano de Trabalho/2019. A bolsista Larissa Moredison participou, com extrema competência, de todas as etapas do concurso, conquistando, para nossa felicidade, o primeiro lugar do prêmio.

O projeto Leitura na Cordelteca da FFP está vinculado à Cordelteca Gonçalo Ferreira da Silva, que integra a biblioteca da Faculdade de Formação de Professores da UERJ, em São Gonçalo, desde 2007. Sob a coordenação da professora Maria Isaura Rodrigues Pinto (Letras/FFP-UERJ), colaboração da bibliotecária Rejane Rosa Monteiro (Rede Sirius) e participação da bolsista do curso de Letras, Larissa Moredison, o projeto tem como principal meta fazer com que a poesia de cordel se torne convivência no meio acadêmico e escolar. Para tanto, atua em duas principais vertentes. A primeira diz respeito à atividade Folhetos andarilhos, durante a qual folhetos da Cordelteca são levados para as escolas parceiras para serem apreciados durante as oficinas  desenvolvidas pela equipe do projeto e a segunda, ao evento anual Folheto aberto: cordel em cena, realizado na Faculdade de Formação de Professores da UERJ, em São Gonçalo. Em cada uma de suas reedições, o evento apresenta-se como um amplo e animado debate entre vários grupos sociais interessados em Literatura de Cordel. Nessa ocasião, os alunos das escolas parceiras têm oportunidade de conversar diretamente com os poetas que escreveram os folhetos que eles leram nas oficinas de cordel realizadas nas escolas.

Tais ações, entre outras, contribuem para direcionar os olhares para a coleção da Cordelteca e destacar a importância do cordel como um instrumento incentivador da prática de leitura e da divulgação da cultura nacional. A coleção começou pequena, mas vem se ampliando significativamente com a colaboração de ilustres poetas populares como, por exemplo, Zé Salvador, frequentador assíduo da Cordelteca, e Gonçalo Ferreira da Silva, dedicado patrono, principal responsável pela doação do acervo.

Os folhetos de cordel são instrumentos de comunicação que favorecem práticas educativas significativas ao propiciar, por via estética, o resgate de memórias, de tradições folclóricas. A Literatura de Cordel possibilita ao leitor conhecer a história, a cultura e os costumes de diferentes regiões do Brasil. Logo, ocupa um lugar de destaque na socialização e preservação da cultura popular na contemporaneidade.

As ações culturais provenientes das bibliotecas universitárias permitem que as mesmas cumpram a sua função como instituições democráticas e sociais, promovedoras de ações educativas em prol da leitura e de atitudes voltadas para práticas educacionais. Para a bolsista Larissa Moredisson, ganhar o prêmio trouxe aquela certeza do dever cumprido: “Todo o esforço valeu a pena. O prêmio foi  consequência de um trabalho que já vem sendo feito há 12 anos, com muita dedicação, na Faculdade de Formação de Professores da UERJ. Me sinto muito honrada em fazer parte do projeto da Cordelteca e ter representado a equipe!”

Enviado por Maria Isaura Rodrigues Pinto e Rejane Rosa.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Professor Roberto Acízelo de Souza, do Instituto de Letras da UERJ, é premiado na Academia Brasileira de Letras

O professor titular do Instituto de Letras e escritor Roberto Acízelo de Souza, autor do livro “E a literatura brasileira, hoje? Estudos de crítica, história e teoria literárias”, recebe da Academia Brasileira de Letras o Prêmio Senador José Ermírio de Moraes de 2019. A solenidade ocorre nesta terça-feira (19), às 17h, no Salão Nobre do Petit Trianon, na sede da ABL, Centro do Rio.

O prêmio resulta de parceria entre a Academia e o Instituto Votorantim. É conferido anualmente à obra que se destaque no seu gênero. Neste ano, o livro premiado se situa no gênero ensaio da área de humanidades. De acordo com seu regulamento, cabe à ABL a indicação do vencedor, o que é feito em sessão ordinária dos acadêmicos.

“Da minha parte, além de surpreso – pelo regulamento, não há inscrições para o prêmio, sendo a obra livremente escolhida pelos integrantes da Academia –, fiquei, naturalmente, muito honrado com a premiação”, disse o autor.

A obra premiada reúne alguns ensaios e entrevistas que abordam questões literárias e sócio-político-culturais da atualidade, como o lugar da literatura e das humanidades na era da diversidade. Trata também de problemas históricos, como as concepções de romances anteriores à consolidação do formato moderno do gênero.

Roberto Acízelo de Souza nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1949. Graduou-se em Letras pela UERJ, obteve o grau de doutor na mesma área pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e fez estudos de pós-doutorado na Universidade de São Paulo. Foi professor de Teoria da Literatura da Universidade Federal Fluminense, de 1976 a 2002, e, desde 1986, é professor titular de Literatura Brasileira do Instituto de Letras da UERJ.

Entre os livros mais recentes do autor, estão: “Do mito das musas à razão das letras” (2014), “Variações sobre o mesmo tema” (2015), “Um pouco de método” (2016), “Na aurora da literatura brasileira” (2017), “Historiografia da literatura brasileira: introdução” (2018), “Teoria da literatura: trajetória, fundamentos, problemas” (2018). A obra “E a literatura, hoje? Estudos de crítica, história e teoria literárias” também foi publicada em 2018.

A ABL está localizada na Avenida Presidente Wilson – 203, Castelo, no Centro do Rio.

Enviado por Luciana Avellar.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Acervo do Samba lança quarto volume com documentário sobre Rosa Magalhães

O lançamento do Volume 04 do Acervo do Samba, será realizado no Teatro Odylo Costa, filho (UERJ – campus Maracanã). Este livro-DVD traz  um documentário de 36 minutos sobre a vida e a obra de Rosa Magalhães, co-produzido pelo Acervo do Samba e TV UERJ.

A entrada do evento é franca  e o livro (560 páginas em papel couché e capa dura, com mais de 200 imagens e o DVD encartado) será vendido a preço de custo (R$ 50,00 – em dinheiro ou no cartão).

Esta festa é uma homenagem ao encontro do conhecimento acadêmico com a arte popular brasileira, em especial o samba e o carnaval, neste momento de tamanha intolerância com as matrizes africana e indígena da nossa “brasilidade”.



 Programação:

18 h 30 – Abertura da cerimônia | 18 h 40 – Exibição do documentário
19 h 20 – Apresentação da obra ao público
19 h 40 – Noite de autógrafos com exposição interativa e sarau acústico
Enviado por Luciana Avellar.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

A UERJ elege novo reitor e diretores

"Agradecemos à comunidade Uerj pela maior votação que um candidato a reitor já teve na história da UERJ, mesmo sendo chapa única. Ficamos felizes que a comunidade entendeu a necessidade de construção coletiva de um projeto de coesão e defesa da universidade pública, gratuita, referenciada socialmente, laica e de excelência."

Esta foi a nota emitida pelo reitor eleito da UERJ, o Prof. Ricardo Lodi, da Faculdade de Direito. Com ele, foram eleitos os diretores dos Centros e Unidades Acadêmicas, CEPUERJ, Policlínica Piquet Carneiro (PPC), Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) e Rede Sirius.

Na Rede Sirius a nova diretora é Leila Andrade, que foi eleita com 145 votos válidos, um voto nulo e dois votos em branco.

Leia mais em:
https://www.uerj.br/noticia/urnas-confirmam-ricardo-lodi-e-mario-carneiro-para-a-reitoria/

Abaixo, fotos da campanha eleitoral do candidato a reitor nas bibliotecas da UERJ.



Enviado por Marcos Vasconcelos.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Folheto aberto: o Cordel em cena

No último dia 25, aconteceu na Faculdade de Formação de Professores da UERJ, o evento “Folheto aberto: o cordel em cena”. Esse evento, que funciona em parceria com a Rede Sirius, contou com a presença do presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva, além de professores, estudantes, pesquisadores e cordelistas. O Folheto aberto, organizado pela prof. Maria Isaura Rodrigues Pinto, faz parte do projeto de extensão Leitura na Cordelteca da FFP. Em sua décima segunda edição, contribui para divulgar a Literatura de cordel no município de São Gonçalo e cidades adjacentes.

Fotos do evento:












Enviado por Rejane Rosa do Amaral.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Morre o Prof. Wanderley Guilherme dos Santos

Morreu de pneumonia, sábado no Rio, o decano da ciência política brasileira, Wanderley Guilherme dos Santos. O professor ganhou destaque ainda antes da ditadura, quando em 1962 publicou o artigo Quem Dará o Golpe no Brasil? — em essência prevendo o que estava por vir. Professor aposentado da UFRJ, foi um dos fundadores do Iuperj — hoje IESP-UERJ¹ — e lecionou em Stanford. Vinha acompanhando com muita preocupação o momento. “Nunca me deparei com uma circunstância de crise política igual à atual”, comentou em uma entrevista. “Não apenas no Brasil. Há uma desestruturação tão grande no sistema político, uma multiplicação de centros autônomos de decisão arbitrários, que, todavia, não podem ser domesticados. O destino, aqui, quem vai resolver é o acaso. O papel do imponderável, hoje, é enorme.” Dexia viúva a ex-ministra da Cultura Anna de Hollanda, três filhos e três netos. Wanderley tinha 84 anos. (Valor)

¹ Nota de Pesar - IESP/ UERJ

Enviado por Marcos Vasconcelos.