sexta-feira, 26 de março de 2010
Universidade Estatual Paulista publica 44 obras inéditas na Internet.
O programa, decorrente de uma parceria entre a Fundação Editora Unesp (FEU) e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG) da universidade, publica em formato digital livros exclusivamente produzidos para esse fim, com foco nas áreas de ciências humanas, ciências sociais e aplicadas e linguística, letras e artes.
De acordo com o assessor da PROPG, Cláudio José de França e Silva, os títulos iniciais foram selecionados pelos Conselhos de Programas de Pós-Graduação da universidade. No mesmo momento em que estamos lançando esses títulos, publicamos a chamada para a edição 2010 do programa, que editará mais 58 livros. O objetivo do programa, lançado em 2009, é editar 600 livros digitais em dez anos, disse França e Silva à Agência Fapesp.
Segundo ele, cada programa de pós-graduação da Unesp pode indicar até dois livros para publicação no âmbito do Programa de Publicações Digitais. É uma maneira inovadora para dar vazão à grande produção acadêmica da Unesp nessas áreas do conhecimento. Todos os livros editados são derivados de pesquisas realizadas em nossos programas de pós-graduação, incluindo muitas teses e dissertações, além de trabalhos de docentes e egressos da universidade na última década, explicou.
O objetivo principal é universalizar o conhecimento produzido pelos pesquisadores da Unesp em grande escala. Boa parte da pesquisa fica restrita ao público acadêmico. Por outro lado, a publicação em papel de um volume tão grande de obras levaria anos e teria grandes custos.
Com o programa, encontramos uma maneira viável para que esse conhecimento possa atingir um público amplo, disse. Como as obras passaram pelo crivo dos conselhos, o conjunto de 44 títulos é um reflexo dos próprios programas de pós-graduação da Unesp.
A seleção das obras leva de três a quatro meses para ser feita. No total, contando com todo o processo de edição e revisão, levamos cerca de um ano entre o início da seleção e a publicação dos livros, disse França e Silva.
Segundo o assessor, existem outras iniciativas, em outras instituições, de disponibilização de conteúdos de livros na internet. Mas, pela primeira vez, uma universidade realiza um programa que publica obras projetadas, em sua origem, para o lançamento em formato digital.
Esse é o caráter pioneiro do programa. A proposta é que esses livros permaneçam disponíveis em formato exclusivamente digital, sem qualquer custo para o leitor, democratizando a produção acadêmica da universidade, afirmou.
As diretrizes do programa vetam a produção de obras derivadas a partir dos livros digitais lançados, a fim de garantir a integridade das obras. Também não é permitida a comercialização.
Os livros têm um conceito muito bem claro, com um padrão de capas e de editoração definidos. Com isso, bastaria imprimi-los, da maneira que estão apresentados na internet, para termos essas obras em papel. Mas a ideia é que sejam mantidos como livros digitais apenas, afirmou.
Para baixar os livros, segundo França e Silva, o leitor deve apenas preencher um cadastro sumário no site da Editora da Unesp e gerar uma senha que dá acesso às obras.
O projeto é de grande importância para os autores. Suas obras, com a chancela da Unesp, serão acessadas por um público universal, que nunca seria atingido se a publicação fosse em papel. Iremos, ainda, ter o controle da quantidade e localidade dos downloads, o que nos permitirá aperfeiçoar as estratégias de publicação no futuro, afirmou.
Para França e Silva, o público não deverá oferecer resistência ao novo formato. Quando se começou a digitalizar os periódicos houve uma resistência inicial, mas hoje a maior parte das publicações é feita nesse formato. No entanto, não acreditamos que o livro de papel esteja
desaparecendo. Trata-se apenas de uma nova forma de divulgar a ciência, disse.
Segundo ele, os livros digitais serão cada vez mais importantes, em particular para as áreas de humanidades e artes - por isso o programa tem foco nessas áreas. Em geral, os pesquisadores das áreas de exatas e biológicas querem encaminhar suas pesquisas para periódicos o mais rápido possível. Mas
nas áreas de humanas o livro tem um peso todo especial, disse.
Mais informações: http://www.culturaacademica.com.br
(Fábio de Castro, Agência Fapesp, 15/3)
Enviado por Márcia França
quinta-feira, 25 de março de 2010
Programação Cultural




Por Marcos Vasconcelos
Comemoração do Dia do Bibliotecário


Por Marcos Vasconcelos
terça-feira, 9 de março de 2010
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias XVI - 17 a 22 de outubro de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010
Morre o bibliófilo José Mindlin aos 95 anos
Mindlin reuniu ao longo de 80 anos uma biblioteca, chamada Biblioteca Brasiliana, que é considerada a mais importante coleção do gênero no Brasil formada por um particular. Ele e sua esposa doaram o acervo no ano passado à Universidade de São Paulo (USP).
O conjunto de livros e manuscritos inclui cerca de 40 mil volumes, entre obras de literatura brasileira e portuguesa, relatos de viajantes, manuscritos históricos e literários (originais e provas tipográficas), periódicos, livros científicos e didáticos, iconografia (estampas e álbuns ilustrados) e livros de artistas (gravuras).
Entre as obras, colecionadas desde a década de 1930, estão raridades como a primeira edição de “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, e a primeira edição de “O Guarani”, de José de Alencar, livro que demorou quase vinte anos para ser comprado, entre leilões e oportunidades perdidas. Em entrevista ao iG em 2009, Mindlin declarou: "Tinha pena de quem não dava o devido valor aos livros e não sabia o que estava perdendo, o prazer que os livros podem proporcionar".
Formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Mindlin fundou a indústria de autopeças Metal Leve, onde ficou até 1996. Dono da cadeira número 29 da Academia Brasileira de Letras, da qual passou a fazer parte em 2006, Mindlin era advogado, jornalista e empresário.
* Último Segundo e Agência Estado
Por Marcos Vasconcelos.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Blogs da Biblioteconomia: Novo potencial de para a atualização profissional ( por Murilo Bastos da Cunha)
Por Marcos Vasconcelos
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
"Carnaval carioca celebra a literatura e a paixão pelos livros"
O Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro reservou para 2010 dois enredos que celebram a Literatura e a Paixão pela leitura. Além do espetáculo grandioso proporcionado por todas as Escolas na Marquês de Sapucaí, a Acadêmicos do Salgueiro e a União da Ilha do Governador trarão a magia da literatura para a Avenida.
O Salgueiro, do carnavalesco Renato Lage, apresentará o enredo "Histórias Sem Fim", uma ode aos livros de todos os gêneros e de todas as épocas. Já a União da Ilha, da carnavalesca Rosa Magalhães, entrará na Sapucaí com o enredo "Dom Quixote de La Mancha, o Cavaleiro dos Sonhos Impossíveis", no qual contará a história de Miguel de Cervantes, considerado um dos maiores clássicos da literatura mundial.Os dois desfiles acontecerão dia 14, domingo de carnaval. Não percam!
SALVE, SALVE A LITERATURA E O ESPLENDOROSO CARNAVAL CARIOCA !!!
Por Rosangela Aguiar Salles