segunda-feira, 23 de maio de 2011

Biblioteca de Manguinhos promove nova Oficina de Histórias em Quadrinhos

(clique na imagem para ampliar)

A Biblioteca Parque de Manguinhos, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), promoveu no último sábado (21/05) mais uma edição das Oficinas Herói HQ. Elas acontecem no Espaço MM, no segundo andar da biblioteca. Nesse sábado, o artista e animador gráfico Daniel de Oliveira Garcia mostrará sua arte e contará histórias para a garotada.
O projeto foi iniciado em 26 de março deste ano e é destinado ao público infanto-juvenil, na faixa de 8 a 18 anos. Dentro do projeto já aconteceram sete oficinas, de contação de histórias, desenhos e histórias em quadrinhos. Através delas, os participantes aprendem a criar, implementar e publicar digitalmente suas próprias HQs.

A previsão é de que até junho tenham sido realizadas 12 oficinas em Manguinhos. Além disso, a Superintendência de Leitura e Conhecimento da SEC planeja dar continuidade às Oficinas no Espaço MM, com mais quatro delas no decorrer dos próximos 12 meses, com duração de oito semanas ,cada. A ideia é criar um modelo auto-sustentável com jovens da comunidade para que eles passem a exercer a monitoria do Espaço MM .

Espaço MM

O projeto MM tem o objetivo de proporcionar um espaço lúdico e dinâmico dentro da Biblioteca de Manguinhos e instigar os jovens a criar suas próprias histórias dentro e fora do espaço. A proposta do trabalho foi elaborada em Manguinhos, através de pesquisas feitas pelo grupo de pesquisa TEDH, da PUC RJ, patrocinadas pela Fundação MacArthur, dos EUA, sobre as formas de fabricação e socialização dos jovens na cultura.

A sigla MM foi inspirada em uma troca entre Manguinhos e a Fundação MacArthur, que patrocina o projeto YOUmedia – um espaço inovador para jovens e novas mídias nas Bibliotecas Públicas nos EUA – e diversas pesquisas que fundamentam a conceituação do Espaço MM. Além disso, a sigla MM faz um trocadilho com os chocolates M&M, já que a idéia do projeto é criar um local jovem de leitura e criação em novas mídias, que seja tão atraente e prazeroso como comer chocolates coloridos.

Uma equipe de voluntários, formada por designers, educadores, psicólogos, pesquisadores e jovens monitores treinados atuam no projeto. A proposta é estabelecer no futuro um modelo auto-sustentável e treinar bibliotecários e monitores jovens das próprias comunidades próximas às Bibliotecas Parque.

Segundo uma das coordenadoras do Espaço, Roberta Purper Brandão, o balanço foi positivo nas oficinas realizadas, que reuniram cerca de 60 participantes, revelando o grande potencial criativo do público infanto-juvenil que frequenta o Espaço MM, com descobertas criativas e belíssimas, além da grande produção.

- Cada participante consegue criar pelo menos uma página de HQ por oficina e os mais assíduos já produziram histórias de mais de cinco páginas. Incentivamos qualidade e quantidade e os ajudamos a resolver questões de coerência, norma culta, técnica, arte e design das Histórias em Quadrinho. Imprimimos as HQ na própria Biblioteca no final de cada oficina, para os jovens levarem suas produções para casa e publicamos algumas das histórias digitalmente, através do blog do nosso grupo de pesquisa – disse ela, informando ainda que o material produzido é utilizado também para pesquisas do grupo TEDH na PUC-RJ, principalmente para justificar a importância de um espaço de inclusão digital e de alargamento cultural e criativo para a população jovem no Rio de Janeiro.

Roberta esclareceu que as oficinas são um projeto piloto e as temáticas e histórias obedecem às demandas e aos interesses dos jovens. Dessa forma, o tema "herói" já foi ampliado, explorando agora assuntos como: línguas e culturas (português, inglês e japonês), História (colonização e exploração marítima) e diversas lendas. Mas, segundo ela, os principais heróis das HQ são os próprios autores e as histórias giram em torno de seus familiares, amigos, e animais domésticos.

De acordo ainda com a coordenadora, o objetivo é publicar e divulgar as produções na web e através de livros impressos, criando uma rede social jovem voltada especificamente para o público infanto juvenil das Bibliotecas Parque. Incentivar ainda a publicação de livros colaborativos e conectar a rede social MM às outras redes similares como as do projeto YOUmedia e o Digital Youth Network, nas Bibliotecas públicas nos EUA.


Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro

Enviado por Luciana Avellar.

Portal centraliza sites de jornais do mundo inteiro

O portal espanhol Kiosco.net é um enorme repositório de sites de jornais do mundo inteiro. Pode ser acessado em espanhol, inglês ou francês. Só do Brasil são mais de 20 jornais de vários estados. Vale uma visita.

Enviado por Robson Dias.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Acervos pessoais ''encalham'' em livrarias

Quando se entra naquela livraria de obras antigas, com cheiro de páginas lidas e relidas e títulos que parecem fundamentais só pela imponência da capa de couro, pode-se ter a impressão de que se trata apenas de mais um sebo do centro de São Paulo. O que não se imagina é que naquelas estantes estão décadas de dedicação, investimentos e empenho de colecionadores e bibliófilos em encontrar as obras mais especiais. São as bibliotecas pessoais - que a Livraria Calil, descrita acima, comercializa -, que movimentam um mercado vultoso e internacional.

A diferença básica desta livraria para as outras é a preferência por vender bibliotecas pessoais inteiras, sem desmembrá-las - embora haja também obras avulsas nas prateleiras. Ali, estão acervos que valem de US$ 120 mil a US$ 2 milhões. Na verdade, falar em dólar está desatualizado. A compra e a venda de acervos valiosos são agora em euros.

"O mercado está globalizado. Recebi ofertas da Turquia e dos Estados Unidos por algumas coleções, mas preferi não vender. Acho que essas obras devem ficar no Brasil", explica Maristela Calil, herdeira da livraria e hoje sua administradora. Ela explica ainda o que distingue uma biblioteca pessoal de um lote: a biblioteca tem mais de mil volumes.

Entre as coleções mais significativas sob sua tutela está a do próprio pai, Líbano Calil. "Já avaliaram o acervo como o terceiro mais importante do Brasil, atrás do de José Mindlin e da família Safra", diz Maristela. São 15 mil volumes sobre assuntos brasileiros, encaixotados à espera de um comprador. Maristela já tentou vender para os governos federal, estadual e municipal. Sem sucesso. "O diretor da Biblioteca Nacional me disse que compraria se eu encontrasse um patrocinador", espanta-se Maristela. Com a coleção do pai, seriam vendidas as bibliotecas do jurista e agitador cultural Luiz Arrobas Martins, com 14 mil volumes, e do professor José Pedro Galvão de Sousa, com 7 mil. A do ex-prefeito de São Paulo, José Carlos de Figueiredo Ferraz, também está lá, mas seus familiares autorizaram que as obras fossem vendidas separadamente.

Famílias que optam por vender bibliotecas, e não doá-las, acreditam que o trabalho de uma vida inteira do bibliófilo tem valor e merece um preço. Muitas vezes, são famílias tradicionalíssimas, que, por estarem em dificuldades financeiras, preferem não falar. "Como são, em geral, pessoas conhecidas no meio social ou universitário, elas não gostam de ser identificadas para não serem mal interpretadas", afirma Eurico Brandão Júnior, do sebo Brandão. Ele afirma que chega a comprar cinco bibliotecas assim por mês - geralmente com mais de 2 mil exemplares cada. "Paguei R$ 15 mil pela última, que tinha acervo de 3 mil volumes, de História, Sociologia e Filosofia."

Também há quem prefira vender a coleção para instituições de renome, justamente para ter a garantia de que o acervo não se perderá - e ficará bem cuidado. "Minha família decidiu que venderia a biblioteca de 15 mil volumes de meu pai (o crítico literário João Alexandre Barbosa, morto em 2006) ao Instituto Moreira Salles, porque eles demonstram ter um cuidado técnico muito grande", afirma filho, o poeta Frederico Barbosa.

Novos ricos. Já os compradores variam de perfil: podem ser professores universitários, intelectuais, escritores, colecionadores de raridades - os mais fanáticos até checam sistematicamente os obituários dos jornais para ver se algum notório bibliófilo morreu e sua biblioteca entrará no circuito. E, cada vez mais, novos ricos que precisam de uma biblioteca respeitável para as recém-compradas mansões. "Já vendi uma biblioteca a um banqueiro que comprou sem nem ver os livros", lembra Maristela.

Há um esgotamento, inclusive de espaço, nas livrarias. "Para estocar um livro em São Paulo, excluindo a manutenção e a mão de obra, gastam-se mensalmente R$ 0,05 por unidade", explica Gunter Zibell, da livraria Bibliomania.

Líbano Calil passou 50 anos procurando títulos muito específicos, que compusessem um acervo especializado em assuntos brasileiros. A biblioteca está à venda há 17 anos. "Alguém pode considerar esse dinheiro empatado. Um livreiro, como eu, considera que está investido", argumenta Maristela.

(do jornal O Estado de São Paulo)

Enviado por Sandra Mueller.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Médicos da Uerj põem à prova sistema de cotas

(Nota: A notícia não fala de bibliotecas, especificamente, mas sem dúvida é motivo de orgulho para todos os que trabalham na Uerj. Uma mostra do pioneirismo, da qualidade e da responsabilidade e compromisso da instituição para com a sociedade. M.V.)

Os defensores falam em justiça social. Os críticos invocam a meritocracia. No acalorado debate sobre a política de cotas sociais e raciais nas universidades públicas sobram argumentos por todos os lados. Dois pontos permeiam inevitavelmente a discussão: a capacidade dos cotistas em acompanhar o ritmo das aulas e a possibilidade de queda na qualidade do ensino das universidades.

O Estado fez um levantamento no curso mais disputado (Medicina) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a primeira a adotar as cotas no País. No vestibular de 2004, foram aprovados 94 jovens (43 cotistas). Apenas oito alunos - quatro cotistas - não se formaram em dezembro do ano passado, como previsto.

O Estado localizou 90% dos jovens que chegaram à festança black-tie de formatura: 35 eram cotistas; 44, não. O caminho natural, após seis anos de faculdade, é fazer residência, o estágio de dois ou três anos em que os médicos se especializam em hospitais universitários ou da rede pública. O desafio é grande. As provas são mais disputadas que o vestibular. Nelas não há sistema de cotas. Passa quem sabe mais. É a meritocracia em estado puro.

Fazer residência garante não só mais conhecimento da medicina como salários melhores no futuro. Dos 35 cotistas localizados, 25 passaram nas provas. Os outros 9 cotistas nem tentaram entrar para residência. Ou porque não sabiam que especialidade escolher ou porque tinham pressa em trabalhar em plantões e ganhar muito mais que os R$ 2,2 mil da bolsa residência. Médicos recém-formados, mesmo sem especialização e prática, chegam a ganhar R$ 12 mil por mês, um valor inimaginável para a família de qualquer cotista. Entre os 44 não cotistas, 37 estão na residência.


(do jornal O Estado de São Paulo)

Enviado por Marcos Vasconcelos.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Rede Sirius consolida sua comunicação interna em Fórum de Discussão

A comunicação institucional na Rede Sirius, seguindo a tendência de eliminar o uso de papel impresso e promover a utilização de meios eletrônicos, inaugura o seu Fórum de Discussão, ferramenta que promoverá a consolidação da comunicação interna da Rede, que por ser bastante descentralizada, em diversos campi e cidades do estado do Rio de Janeiro, sempre enfrentou muitos problemas nesse aspecto.

O novo Fórum de Discussão será um espaço onde todos os documentos, manuais e regulamentos da Rede poderão ser encontrados; dúvidas e procedimentos poderão ser discutidos e soluções compartilhadas com rapidez e segurança entre as unidades da Rede Sirius. O uso do Fórum tornará desnecessário o uso de meios diferentes para divulgar a mesma mensagem, diminuirá redundâncias e dará confiabilidade à comunicação da Rede. Todas as pessoas que trabalham na Rede Sirius terão acesso direto à informação (institucional/ oficial/ relacionada ao trabalho), sem a necessidade de intermediários; a cooperação para a solução de problemas será facilitada e incentivada; o esclarecimentos de dúvidas e divulgação de notícias, procedimentos e padrões será mais ágil e teremos um acesso rápido ao histórico de problemas e soluções através de simples pesquisa. Além disso, o Fórum será um repositório atualizado de arquivos e documentos administrativos e técnicos da Rede.

Com o Fórum inicia-se um novo modo de se fazer comunicação na Rede, mais rápido, confiável e também interativo. Nesta era de informação instantânea em que o compartilhamento rápido de informação já virou rotina, é necessária e urgente a apropriação desta tecnologia, e desta nova forma de se comunicar em favor de nosso trabalho.

O Fórum (somente para usuários cadastrados) pode ser acessado através do endereço http://www.redesirius.uerj.br/forum. O cadastramento para o uso do Fórum será realizado entre os dias 16 e 20 de maio, diretamente no Núcleo Informat. Informe-se pelo ramal 40954 ou pelo e-mail informat.sirius@uerj.br.

Enviado por Marcos Vasconcelos.

Site ajuda a evitar erros com o português do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Com o intuito de ajudar nesta transição entre a antiga e a nova ortografia, foi lançado o site Um Português. O site possui um verificador ortográfico. Você copia ou digita o texto a ser analisado e ele, além de corrigir as palavras que estão escritas de modo incorreto, também lhe explica o porquê dos erros. Esta é uma iniciativa muito interessante e útil.

Ajudem a divulgar o site: http://umportugues.com/

Enviado por Ângela Debeis.

Apresentação sobre normalização de Trabalhos Acadêmicos

 No dia 11 de maio próximo passado, a Biblioteca CTC/B realizou uma apresentação sobre normalização de trabalhos acadêmicos e portais de pesquisas para os alunos da Engenharia Ambiental. Com o apoio do Professor Júlio Fortes, a Biblioteca fez a sua estréia neste tipo de apresentação que contou com a participação de um grande número de alunos. É importante ressaltar a parceria junto aos professores na divulgação desse trabalho desenvolvido pelas Bibliotecas, além de promover a utilização de algumas ferramentas de pesquisa fruto de parcerias da Universidade com outras instituições, como por exemplo, o Portal CAPES e IBICT (BDTD, CCN e COMUT). Acreditamos que essa iniciativa promove a integração entre professores, alunos e biblioteca na melhoria da qualidade da produção acadêmica e otimização dos serviços prestados.

Enviado por Rosane Bueno e Charles William.